terça-feira, 12 de junho de 2012
Commedia Dell'Arte - Segundo Ato
Redruth, 04 de Janeiro
de 1.122 d.C.
Já passava
das três da manhã, nesta madrugada escura e gelada sob os céus plúmbeos de Devon...
Nos arredores
de Redruth, atrás das altas muralhas
do Castelo-Mosteiro da Ordem Sagrada
Fleur d’ Liz, poucas criaturas permaneciam despertas.
Dentre elas,
o poderoso Monsenhor Christian...
Apesar de
jovem para os padrões eclesiásticos, com seus trinta e poucos anos, Christian demonstrou em diversas
oportunidades sua fé e seu talento político para ascender ao posto de líder da
principal entidade religiosa de Devon
– caindo nas graças do recluso Eric
Lestrade em pessoa.
Não era alto
ou esbelto como seus Cavaleiros – pelo contrário: era baixinho e um pouco acima
do peso ideal; com um sorriso bonachão (por vezes irônico) e sotaque galês;
embora suas feições tenham traços mediterrâneos (pele morena, cabelos escuros e
nariz adunco).
Nesta noite,
deitado sozinho em seu claustro, enrolado em uma grossa pele de urso branca,
seus dentes trepidavam e seus músculos estavam tensos e trêmulos, enquanto
delicados cristais de gelo cobriam-lhe a face descoberta, tornando seus cílios
e sobrancelhas brancos como neve. Fumacinhas de vapor escapavam por seus lábios
em curtos intervalos de tempo, revelando uma respiração assustada e difícil...
Seus olhos se
concentravam no enorme crucifixo, com uma imagem de Nosso Senhor pendurado, mas
seus pensamentos estavam longe dali...
Mais
precisamente em Redruth...
Especificamente
em Consuelo...
Christian a viu uma única vez, na véspera do
Natal, durante a celebração da Missa do
Galo na Cathedrall de Saint Michell.
Ele estava no altar, ao lado das autoridades clericais e ela estava na primeira
fileira, com seus pés descalços, vestido ousado (vermelho e dourado),
ostentando muitas jóias (embora nenhuma delas reluzisse tanto quanto seus olhos
hipnóticos...). E o que falar daquele par de seios, altivos e generosos,
exibindo-se orgulhosos de sua forma perfeita?
Desde então,
a imagem daquela dama não lhe saia da mente, despertando-lhe volúpia e pensamentos
impuros, somente aplacados através de longas sessões de solitária masturbação...
Mas nesta
noite nem mesmo isso fora suficiente para superar a insônia (embora seu membro
já estivesse avermelhado após duas ejaculações...).
Era preciso
mais...
Cambaleando, o
Monsenhor levantou-se da cama e
vestiu sua túnica negra, idêntica a usada pelos monges silenciosos, guardada
para ocasiões em que precisaria circular pelo castelo sem ser notado. Vesti-la
foi difícil, já que suas mãos estavam cinza de tão gélidas...
Silencioso,
arrastou com cuidado a pesada porta de madeira de seu claustro, certificando-se
que ninguém percebeu. Felizmente, todos estavam dormindo...
Pelos
corredores do castelo, uma espessa neblina rasteira escondia tapetes
congelados, que vez por outra, tentaram derrubá-lo. Apesar de alguns
escorregões, as botas de couro foram eficientes em mantê-lo em pé, evitando que
seu disfarce fosse descoberto por algum monge, aprendiz ou cavaleiro de sono
leve...
Após doze
minutos caminhando por aquele labirinto gelado de corredores, portas, escadas e
vitrais, o Monsenhor chegou ao claustro de Lady
Brighella, Madre Superiora responsável por zelar pela pureza das freiras e
demais vassalas que residem e trabalham na Ordem.
Não era a
primeira visita na calada da madrugada de Monsenhor
Christian ao claustro de Lady
Brighella...
Lady Brighella é uma bela balzaquiana, de origem
espanhola, com longos cabelos negros, lábios grossos, olhos expressivos, coxas
grossas, seios fartos e um bumbum interessante – embora ocultos sob o hábito
negro e o semblante sempre fechado. Aos olhos de todos, és uma “dama de ferro”, cujo coração pertence à
Deus e a ninguém mais. Sua sobriedade e rigidez de princípios tornam-na um
exemplo de virtuosidade a ser seguido por todas as mulheres cristãs
medievais...
Somente o Monsenhor Christian conhece a verdade
sobre ela... Nas madrugadas, a “dama de
ferro” transformava-se num vulcão, insaciável e dominadora, capaz de
exaurir as forças de um sátiro!
Obviamente,
seria desastroso para ambos que estas “visitas” entre as duas principais
autoridades religiosas da Ordem fossem conhecidas por terceiros. Por isso, os
encontros são raros, restritos a ocasiões especiais previamente combinadas
através de complexos códigos de olhares e sinais corporais discretos...
Não foi o que
aconteceu desta vez...
O Monsenhor sacou o molho de chaves de
seu bolso, e após alguns instantes, achou a chave dourada que abriria o
claustro de Lady Brighella.
Introduziu-a com cuidado, evitando qualquer barulho, e a girou lentamente, até
que um “clique” fosse ouvido. Como o encontro não fora planejado com
antecedência, Christian pensou que
iria surpreendê-la dormindo...
Mas ao
empurrar a porta, ele é quem foi surpreendido!
Pela porta
entreaberta, Monsenhor Christian
pode ver o lindo corpo de Lady Brighella
completamente nu, iluminado pelas chamas bruxuleantes das duas tochas presas às
paredes de rocha bruta.
A Madre estava com os olhos fechados e
dentes cerrados, mordiscando seus próprios lábios. Ela estava deitada de barriga
para cima, com os pés apoiados no parapeito da janela, numa posição de “frango
assado”. Sua mão direita segurava um objeto fálico de madeira escura, que
lentamente era introduzido em sua vagina peluda; enquanto sua mão esquerda puxava
o biquinho do seio direito.
A cada avanço
do falo artificial em suas entranhas, Lady
Brighella gemia mais alto, sussurrando palavras incompreensíveis,
entrecortadas por outras que o Monsenhor
conhecia bem:
- Hmmm... vem... delicia... assim...
assim... argh... vai... me... fode... Panty... fode sua... putinha... vem...
Pantaleón!!!
O pau do Monsenhor ficou mais rígido que o
objeto manipulado pela Madre (embora
fosse impossível competir nos quesitos comprimento e espessura). As mãos
geladas dele agarraram o pênis avermelhado, acariciando-o pela terceira vez na
noite. E por longos minutos, ficou ali, nas sombras, observando a doce
brincadeira de Lady Brighella, que
fantasiava uma foda intensa com o principal Cavaleiro da Ordem.
Não tardou
para que a pica cuspisse seu leite quente, que espalhou-se pelos dedos, pela
túnica negra e por suas coxas. Por muito pouco, não escorreu para o tapete
vermelho do corredor. Felizmente, Christian
percebeu e segurou o jato a tempo!
Dentro do
claustro, Lady Brighella decidiu
mudar de posição – ficou de quatro, com o bumbum empinado, sendo aberto por sua
mão esquerda, enquanto a direita direcionava o pedaço de madeira para a entrada
do seu cuzinho. O Monsenhor duvidou
que ela agüentaria algo tão grande ali, atrás. Mas o pau entrou sem
dificuldades, arrancando-lhe urros e gemidos de intenso prazer...
Como a porta
estava aberta, Christian pensou que
talvez uma das meninas pudesse ouvi-la – e achou melhor fechá-la, para
preservar a intimidade da “dama de ferro”,
sem interromper sua brincadeira. Satisfeito, tão silencioso quanto chegou, o Monsenhor retornou para seu claustro,
com o pau ainda ardendo, mas pelo menos venceu a insônia – já que Morpheus não tardou a abraçá-lo...
Só não sabia
que não fora o único espectador do espetáculo!
Não muito
longe dali, Pierrot também voltou
para sua cama, com o coração na boca...
Ele que
estava acordado quando ouviu passos no corredor, decidiu seguir o estranho
monge silencioso, que na calada da noite, deixou o quarto do Monsenhor e seguiu para a ala feminina...
Afinal,
poderia ser um invasor!
Uma ameaça às
autoridades religiosas!
Mas qual a sua
surpresa, ao testemunhar o Monsenhor
Christian pecando contra si próprio, em pé, no corredor...
E pior: Lady Brighella tendo pensamentos
impuros por Pantaleón?
O que estaria
acontecendo na Ordem, Deus do céu?
Pierrot tentou fazer suas orações normalmente
– mas sabia que não conseguiria dormir depois dos eventos que testemunhou... Seu
pau também latejava entre as pernas. Embora a tentação de aliviar-se da mesma
forma que o Monsenhor fizera fosse
grande, durante muitos anos ouviu do próprio que a masturbação era coisa “do
demônio”, e cada ejaculação representaria cem anos no inferno!
Ah... mas
aqueles seios grandes... aquela bucetinha cabeluda...
Mesmo não
querendo, Pierrot começou a
acariciar-se... lentamente...
Só parou
porque ouviu os portões do castelo sendo abertos e Lorde Pantaleón entrando apressado com seu alazão... Qual teria sido
sua missão secreta e solitária nesta madrugada gelada?
Como não
conseguiria dormir, e se ficasse deitado, faltamente iria ganhar mais cem anos
no inferno, Pierrot saltou da cama
mais uma vez. Pretendia conversar com o paladino Pantaleón, pedindo orientação sobre tudo o que viu...
Mas na
condição de Aprendiz, Pedrolino não
tinha autorização para caminhar livremente pelos aposentos dos Cavaleiros, e
tinha que se apressar para alcançá-lo, antes que o herói da Ordem adentrasse a
ala restrita. Ele correu como louco pelos corredores escuros, saltando degraus
e por vezes escorregando pelos tapetes congelados, mas ao chegar no hall
principal, Pierrot só teve tempo de
ver seu superior fechando as portas do corredor norte (o qual não poderia ser
adentrado).
Pedrolino respirou fundo, mas o ar gelado
ardeu-lhe no peito. Chegou a tossir duas vezes. Antes que um resfriado
arrebatasse sua saúde, às vésperas do importante teste de graduação, decidiu ir
até a cozinha, para tomar uma dose de uísque – santo remédio para ampliar sua
capacidade respiratória e espantar o frio terrível de seus ossos!
Caminhou
lentamente pelo saguão, na direção da pesada porta dupla que guardava a
longuíssima mesa de banquetes (onde as festas aconteciam esporadicamente). Obviamente,
tudo estava em silêncio e escuro. Ao fundo, uma porta estilo “saloon” separava
o luxuoso aposento da impressionante cozinha – com grandes fogareiros sempre
acesos, inúmeras panelas e caldeirões pendurados, facas de todos os tamanhos e
usos, além de jogos completos de talheres e louças armazenadas em estantes de
carvalho maciço...
O local
estava quase vazio...
Só havia uma
única pessoa ali, chorando baixinho, segurando uma caneca trêmula...
Imagine uma
princesa de contos de fadas, só um pouco mais gordinha:
Longos
cabelos dourados, levemente cacheados, emoldurando um rosto delicado e lindos
olhos azuis. Algumas sardas nas bochechas garantem-lhe um ar jovial, como se
ainda fosse uma garotinha... Usava um longo vestido branco, rodado e armado,
com detalhes em pérola e azul, com muitas rendas sobrepostas, e um véu delicado
cobre-lhe o rosto avermelhado, com os olhos inchados após tanto choro...
O principal
destaque de sua anatomia, sem dúvida, eram os seios – rígidos e fartos,
perfeitamente esculpidos, protegidos por uma renda delicada que lhe cobria o
decote. Provavelmente tinha uma barriguinha excessiva, mas os apertados
espartilhos lhe garantiam curvas perfeitas (embora dificilmente conseguisse
respirar...).
Ao ver seu
vestido e principalmente seus seios, Pierrot
soube quem era: Lady Penélope,
esposa de Lorde Pantaleón, e única
dama não vinculada diretamente aos preceitos da Ordem autorizada a viver ali.
Pierrot, ao vê-la embriagada e triste,
perguntou:
- Milady Penélope? O que fazes
acordada e solitária?
Entre
soluços, a bela colocou a caneca de uísque sobre a bancada da cozinha e olhou
fixamente para o aprendiz:
- Pedrolino... V-você me acha bonita?
Pierrot
engoliu em seco. Sabia que cortejar a esposa de seu Mestre seria o mesmo que
traí-lo; mas também não podia mentir para uma dama...
- A Senhora é muito formosa e graciosa...
Lady Penélope caminhou na direção dele, que recuou
dois passos.
- Não foi isso que te perguntei,
Aprendiz... Perguntei se você me acha bonita...
- Er... sim... Certamente o Lorde Pantaleón é um homem de
muita sorte!
Ela parou a
menos de dois palmos do Aprendiz e falou:
- Você acha que ele é um homem de
sorte?
- Certamente...
- Você se casaria comigo, se pudesse?
Pierrot olhou para trás, como se estivesse
procurando por algo ou alguém. Em seguida, recuou mais um passo. Mas a garota
também avançou, e seu rosto ficou a poucos centímetros do rosto dela. Ele
finalmente falou:
- Escute, Milady... eu respeito demais
o Mestre Pantaleón para responder...
- E você acha que ele me respeita? Me
deixando sozinha, em plena madrugada, para trepar com aquela vadia da taverna?
Por isso é que te pergunto...
Ela segurou a
mão de Pierrot e, sem cerimônias,
levou-as até seus seios. O toque de seus dedos gelados causou-lhe um arrepio, e
Lady Penélope pôde notar que um
volume descomunal apareceu sob a túnica do Aprendiz, que parecia um coelhinho
assustado ante o lince faminto...
- ...você me
deseja, Sr. Pedrolino?
Pierrot
fechou os olhos. Sabia que devia largar aqueles seios fartos e rígidos, mas o
instinto masculino mandou-lhe fazer o oposto: agarrá-los com força,
acariciando-os lentamente, até que os biquinhos rosados despontassem para fora
do decote, revelando detalhes da aréola intumescida.
Ela gemia
lascivamente como uma gata no cio, enquanto suas mãos delicadas invadiam a
túnica do aprendiz, e suas unhas compridas arranhavam-lhe a barriga, umbigo e virilha.
Ele também gemeu, quando seus dedinhos agarram-lhe o pau latejando,
acariciando-o de cima até embaixo, lentamente, puxando sua pele do prepúcio
para trás e para frente...
- Mi-mi-milady... Por... favor...
Pierrot tentou apelar para o bom senso, mas
as palavras simplesmente não saiam de seus lábios... O prazer era imenso...
Nunca havia sido tocado por outra pessoa...
A bela
colocou seu dedo indicador nos lábios dele e ordenou:
- Shhhhh...
O aprendiz, é
claro, obedeceu e ficou quietinho, enquanto a donzela se ajoelhou sob a pedra
bruta do chão da cozinha, erguendo a túnica dele até a sua cintura e
mergulhando sob suas vestes. Incrédulo, sentia as garras da bela arranhando
suas coxas e bumbum, enquanto seu membro rígido era abocanhado pelos lábios da
Sra. Pantaleón...
Todo o frio
havia se dissipado, ante o calor daquela boquinha sedenta, que mordiscava a
cabeça vermelha, enquanto sua língua passeava pelos recônditos da víbora
cilíndrica pulsante, que parecia mergulhar em direção à garganta dela...
enquanto a sucção e a saliva se encarregavam de proporcionar prazer ao garoto
impúbere!
Pierrot
movimentava seu quadril, para frente e para trás, acariciando os cabelos
dourados de Lady Penélope, chegando a esfolar seu pau nos dentes cerrados da
garota – mas não havia dor ou medo que o fizessem parar...
Alguns diriam
que ele estava possuído...
Mas a verdade
é que durante muitos anos ele sonhou em quebrar os votos celibatários, dando
vazão a todos os seus hormônios reprimidos!
- Milady...
Milady... Mi... Aaaaahhhhhh!!!!
É claro que,
após tantos anos lutando contra seus instintos carnais, Pedrolino não tinha o
menor controle sobre seu próprio corpo, e numa explosão épica, seu pau despejou
centenas de milhares de espermatozóides no fundo da garganta de Penélope – que chegou
a engasgar a princípio, mas tratou de engolir até a última gota daquele néctar puro...
Ao final,
ainda ajoelhada sob o chão frio, brincou com o líquido gosmento que escorria de
seus lábios, com uma carinha de safada que apenas as mais ordinárias messalinas
conhecem...
Já não havia
lágrimas em seus olhos ou tristeza em seu semblante...
Afinal, ela
havia se vingado!
E como todos
sabem, a vingança é doce...


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