sexta-feira, 15 de junho de 2012

A Ciranda...


Luana tinha 13 anos, com aquele rostinho angelical emoldurado por um cabelo negro, pintado com mechas pink e azul. Vestia-se de preto, com camisetas de suas bandas de rock favoritas, minissaias jeans curtas, meias “arrastão” e tênis all-star colorido.

Todas as manhãs, acordava mau-humorada, discutindo com sua mãe e sua avó por qualquer motivo, enquanto tomava seu Nescau com os fones de ouvido na orelha. Em seguida, pegava sua surrada mochila e seguia em direção ao ponto de ônibus, para ir a escola.

Obviamente, isto não significa que ela chegava à escola!

Nas últimas cinco semanas, descia do ônibus só no final da linha, acompanhada do motorista, Paulão, que não se importava em doar parte de seu minguado salário à garota, em troca de uma boa foda no seu barraco de madeira onde vivia com a esposa, três filhos e seu pai.

Paulão era um negro bonito, com o charme dos primeiros grisalhos, apesar do uniforme ridículo fornecido pela empresa de transporte urbano salientar ainda mais uma proeminente barriga de chopp. Tinha mãos grandes – o que havia atraído Luana, que nunca saciava-se com os garotos da escola, todos de pau pequeno e gozo rápido...

A pequena "lolita suburbana" sentiu que o simpático motorista poderia ser seduzido sem grandes dificuldades: bastaria matar aula um dia e ver como seu “talento” funcionaria com um homem de verdade...

Com os meninos da escola, Luana precisava apenas mandar um bilhetinho, dizendo que os aguardava atrás da quadra poliesportiva, durante a aula de matemática. Sua fama e seus seios volumosos se encarregavam do convite nunca ter sido recusado...

Mas Paulão não notou o bilhetinho... ou seus peitinhos...

Isso exigiu uma atitude da garota: ir para a escola sem calcinha!

Na noite anterior, demorou-se no banho, com a Gilette de sua mãe, esculpindo seus pelinhos ralos de modo semelhante aquela revista de sacanagem que encontrou com os meninos da classe...

Sua mãe, claro, gritou:

- Menina, sai do banho! A conta vai ficar cara!

Ela mal conseguiu dormir naquela noite...

Na manhã seguinte, ela se sentou no primeiro banco, próxima a porta e a direita do motorista, com os fones de ouvido e os olhos vidrados nas paisagens da cidade...

O trajeto é longo...

Quarenta minutos até a escola...

Setenta minutos até o ponto final...

Paulão estranhou a menina não ter descido na escola, mas o tráfego não lhe permitia bater papo com a garotinha, que estava acordada e, portanto, sabia que havia perdido o ponto!

Finalmente, o ônibus chegou ao seu ponto final, em uma praça, na entrada do morro onde morava. Todos os passageiros haviam descido, menos a garota, que continuava lá, olhando para o horizonte, com os fones de ouvido...

O Cobrador veio até a menina e a cutucou, despertando-a do transe:

- Ei... ei! Chegamos ao final da linha, menina!

Ela, com seu rostinho entediado, disse:

- Finalmente... que demora, hein?

Ele retrucou:

- Escute... se quiser continuar no ônibus, terá que pagar nova passagem e esperar meia-hora, viu?

- Tá certo! Eu pago essa merda!

Ela pegou sua mochila e desceu do veículo, sem tirar os olhos de Paulão, que fora conversar com um senhor idoso sentado no banco da praça. Ela sabia que não teria outra chance, por isso, sentou-se no banco de concreto, em frente aos dois homens, com as coxinhas levemente afastadas, fingindo não perceber que estava sem calcinha e que um vento gelado tocava-lhe a grutinha...

O velho viu primeiro e sorriu, comentando com Paulão, que fez cara de espanto, ao perceber a ninfetinha safada se exibindo desta maneira em público...

Paulão, que tem uma filha da idade de Luana, decidiu alertá-la discretamente que o havia testemunhado... mas para sua surpresa, a garota sorriu, perguntando:

- Gostou do que viu?

Ele, visivelmente sem graça, não soube o que dizer para a garota... que ria, como uma menina sapeca!

Pronto, ele estava na sua!

Exatamente como os meninos bobos da escola...

- Quem sabe você não a experimenta qualquer dia desses?

Ah, a provocação era demais para aquele homem, cuja jeba já despertara, revelando um volume espantoso embaixo da calça social azul. Mas é claro que Paulão não iria fazer nenhuma bobagem, sem esgotar o “moralmente” aceito como alerta:

- Cuidado, menina... Não brinca com homem de verdade, viu?

- Hummmm... Será? Um homem de verdade não ficaria aí, com cara de bobo, passando vontade...

Pronto, o alerta foi dado e a ninfeta queria ir além. Paulão lembrou que a esposa trabalharia até as 18:00, e seus filhos estavam na escola. O único que saberia da traição era seu pai, sentado no banco de concreto em frente ao insólito casal. Mas o velho tarado já havia aprontado todas com sua mãe, muitas das vezes na frente do filho, que sempre fora discreto.

Era hora de retribuição, não?

O velho assentiu com a cabeça, e lá foram os dois para o barraco...

Luana já não era virgem, mas nunca havia sentido uma pica tão grande antes – o que rasgou sua vagina e estourou suas preguinhas com violência, a ponto de um filete de sangue escorrer para os lençóis imundos do casal...

Depois da primeira vez, Luana ficou sem ir a escola por três dias...

Na verdade, a coitada mal parava em pé! Por isso, inventou uma gripe forte, podendo ficar na cama vendo desenhos animados e filmes o dia todo!

Mas na sexta-feira ela voltou ao ônibus...

E desta vez, ELE quis mais! E ela... bem... ela não disse não!

O velho Agenor, pai de Paulão, gostava de ficar na pracinha, vendo as criancinhas correndo...

Ele sempre tinha uma bala de café no bolso, que oferecia aos meninos e meninas, pedindo em troca que eles se sentassem no seu colo alguns minutinhos!

Nestes raros momentos, sua imaginação voava longe...

Aos olhos das mães, era bom ter alguém responsável, cuidando de seus filhos, enquanto colocavam o feijão no fogo ou as roupas nos varais.

Todos adoravam o Sr. Agenor!

Uma dessas mães, Priscilla, era uma morena de respeito! Apesar de seus quatro filhos, mantinha-se com um corpo delicioso – um bumbum digno de rainha de escola de samba, coxas grossas, unhas compridas pintadas de vermelho, pele morena jambo contrastando com seus cabelos cacheados pintados de loiro platinado, batom escarlate e seios medianos, sempre exibidos em decotes ousados. Uma dona de casa exemplar, dedicada aos filhos e ao marido caminhoneiro, cuja única diversão era freqüentar os cultos da igreja evangélica do bairro...

Extremamente religiosa, entregava-se de corpo e alma aos projetos sociais, às liturgias e ao seu Pastor, um jovem moreno claro chamado Jefferson, cuja lábia e inteligência não fora aprendida nos bancos de escola mas sim em seu tempo como presidiário. Claro que foi antes de sua conversão!

Jefferson era jovem e bonito, capaz de dominar as platéias com sua pregação visceral e estridente, tornando-se um valoroso “Homem de Deus” e líder da comunidade. Não é preciso muito esforço para imaginar que sua “orientação espiritual” por vezes terminava na cama, não?

Aleluia!

A mãe de Luana, após a separação do seu ex-marido, três vezes por semana pegava o ônibus de Paulão e seguia até a Igreja de Jefferson, para ouvir sua palavra e confessar seus pecados, cuja remissão invariavelmente passava por “segurar o cajado do Senhor!”.

O Sr. Agenor sabia muito bem o que acontecia ali no bairro...

E com seu sorriso banguela, deleitava-se com a irônica ciranda criada ao redor da pracinha da comunidade...

Mas ele era discreto, pois sabia que a felicidade de muitos dependia deste tênue equilíbrio de desejos e vontades...

Não por acaso, todos adoravam o Sr. Agenor!

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