terça-feira, 19 de junho de 2012
Para a Rainha dos Baixinhos!
Onde está a magia?
Onde está a sensação de júbilo, o intenso
pulsar de seu coração?
Esta sensação ao estar no topo, no centro das luzes?
Ao seu redor, uma multidão de rostos...
Rostos sem nome...
Rostos demais para se lembrar...
E você era um deles!
Você se lembra de quando
não sabiam seu nome?
Se lembra de quando desaparecia na multidão?
E você se
lembra de todos os esforços, de tudo que aprendeu, de tudo que abandonou?
Se
lembra dos sacrifícios que fez para chegar até aqui?
E para que?
Você queria
mostrar do que era capaz?
Algo que só você poderia fazer?
Encantar a multidão
de rostos sem nome e, assim, levar uma mensagem de fé e esperança?
Você queria riqueza?
Convenhamos... são tempos difíceis.
Não é preciso se envergonhar de
possuir ambições...
Pode ser maravilhoso fazer parte de um mundo onde jamais
lhe dizem não!
Talvez, no fundo, você apenas quisesse chamar a atenção.
Necessitando desesperadamente de afeto...
Agora aqui está você... no centro das luzes... intocável em
seu refúgio de riquezas!
E, no entanto, todos os seus segredos estão expostos...
Sua
vida... Verdades e mentiras... Não importa a diferença!
Ainda assim você continua...
Você precisa da atenção desta
multidão de rostos sem nome...
Você se alimenta deles e eles se alimentam de
você...
São rostos sem nome...
Mas são pessoas como você...
Pessoas
repletas de sentimentos...
Se prestar atenção, verá que não são todas iguais...
Alguns realmente lhe admiram... A quem você empresta sonhos
de uma vida encantada...
Mas há também desejo perverso a quem você representa
uma conquista inatingível.
Existem ainda aqueles que ambicionam o seu lugar,
sem conhecer o lado mais difícil... Ingênua inveja!
E há aqueles que aguardam
sua queda.
Mas quantos você pode olhar nos olhos e perceber que compreendem sua
solidão?
E em meio aos sentimentos da multidão, ainda existem aqueles
a quem você nada representa...
Nada!
Um vazio interior quando tudo deixa de fazer sentido!
São tantos os que levam suas vidas apenas sobrevivendo.
Seus dias são todos
iguais, suas ambições pequenas.
Apenas continuar vivendo, sem jamais buscar
entender o sentido de tudo isto...
Eles não precisam sonhar... Eles têm você!
Você, que não
queria ser como eles... você, que sonhava com o topo, o centro das luzes, a
atenção da multidão de rostos sem nome...
Parabéns!
Você conseguiu tudo...
Ah, só um problema...
Não há caminho de volta!


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