quinta-feira, 31 de maio de 2012

Commedia Dell'Arte - Primeiro Ato


Redruth, 04 de Janeiro de 1.122 d.C.


Uma noite escura, com nuvens pesadas trazendo outra nevasca, escondendo a lua cheia sob o céu da velha Ilha da Bretanha...

No coração da floresta de pinos, o silêncio sepulcral é quebrado por um distante uivo de lobo selvagem; e pelo galope acelerado de um alazão negro, trazendo um cavaleiro apressado, envolto em pele de urso e brandindo sua espada brilhante, cavalgando como se a própria morte estivesse em seu encalço...

Talvez ela esteja...

Ao longe é possível avistar as imponentes torres góticas da Cathedral de Saint Michell, que anunciam ao cavaleiro a proximidade da capital do Reino de Devon...

Foram duas horas de cavalgada desde sua partida do Castelo da Ordem Sagrada Fleur d’ Liz. Normalmente a distância levaria pouco mais de uma hora, mas com a neve acumulada na trilha principal, a viagem noturna do cavaleiro levou um tempo a mais que o normal...

Ele está preocupado... Pode ser tarde demais...

O imponente cavalo de guerra avança pelas ruas de pedra bruta, entre casas simples e mansões imponentes... Já passa da meia-noite e, por isso, não existe nenhum morador a saudá-lo.

A cidade dorme tranqüila...

O cavaleiro se aproxima da Cathedral, fazendo uma oração silenciosa, mas seu destino é outro...

Duas quadras dali, ele vê a rústica construção de dois andares, em estilo enxaimel, com fumaça saindo da chaminé e as luzes do andar inferior ainda acessas...

O cavaleiro sorri pela primeira vez na noite...

Ele desce do lombo do animal, amarrando-o na pilastra de madeira, e caminha lentamente sobre a neve (que está na altura de seu joelho), até a porta de madeira encimada por uma placa rústica onde lia-se “Taverna Macário”.

O cavaleiro deixa sua pesada pele de urso no vestíbulo, aos cuidados de uma linda jovem, mas não abandona sua preciosa espada...

Normalmente não são permitidas armas naquele estabelecimento – mas a proprietária sabe que um Cavaleiro da Ordem jamais se separa de suas espadas especialmente forjadas em defesa da fé cristã...

Pantaleón não é especialmente alto ou forte com outros cavaleiros, mas sua inteligência fora suficiente para ascender ao posto de líder dos Cavaleiros Púrpuras. Seus cabelos curtos são loiros, assim como sua barba dourada, em contraste com sua pele avermelhada. Mas é a sua postura leonina que o diferencia dos demais... Age e pensa como um leão, indomável e selvagem, por vezes arrogante, mas na verdade ele SABE que é melhor que seus oponentes! As donzelas suspiram por ele, que mesmo casado com Lady Penélope, não consegue evitar entregar-se aos prazeres da luxúria...

Era justamente isto que lhe motivou a cruzar a floresta na calada da madrugada...

No salão principal da taverna, poucos homens continuam bebendo e fartando-se com os assados servidos pelas lindas donzelas (enquanto suas parcas reservas são lentamente subtraídas de seus bolsos...). O cheiro da cerveja e dos assados impregna-se no ar, misturado com o perfume barato das messalinas, com suas roupas sumárias, exibindo-se para milicianos, clérigos, lenhadores, nobres e pastores rústicos...

Mas só havia uma razão para ele estar ali...

Consuelo...

A jovem de trinta anos, cabelos dourados curtos, feições delicadas e sorriso encantador, de lábios vermelho-sangue e olhos felinos, que herdou a Taverna de seu falecido marido – envenenado em circunstâncias ainda não esclarecidas...

Muito jovem para viver enlutada, a bela tratou de continuar o “negócio” de seu marido – mantendo a melhor cerveja, os melhores assados e as garotas mais lindas da cidade, a disposição de todo aquele que pudesse pagar o preço justo, é claro!

Nesta noite, ela estava usando um longo vestido vermelho e preto, bordado com pedras preciosas, extremamente decotado (o que valorizava seus lindos seios) e relativamente curto (na altura de seu joelho – um escândalo em eras medievais), revelando seu pezinho desnudo, com correntes de ouro nos tornozelos...

Ela não pode esconder seu sorriso ao ver o principal Cavaleiro da Ordem Sagrada de novo em seu estabelecimento...

Não foi preciso dizer nada...

O casal subiu as escadas de madeira e se dirigiu a um dos quartos “principais”, com uma cama de feno no centro, duas tochas nas paredes, uma lareira acesa e uma tina de madeira com água quente, emanando seu vapor sobre o quarto.

Eles entraram...

Ela trancou a porta...

Ele finalmente deixou a sua espada apoiada em cima da lareira...

Ela ajudou a tirar as placas de metal de sua pesada armadura...

Ele ajudou a soltar o vestido e o espartilho negro...

Ela arranhou o peito peludo dele...

Ele mordeu com volúpia o pescocinho dela...

Ela abaixou as ceroulas dele, libertando o pau duríssimo...

Ele levantou as anáguas dela, dedilhando seu sexo já molhado...

Ela jogou o cavaleiro sobre a cama e o cavalgou...

Ele gemeu... baixinho... enquanto apertava-lhe os seios rosadinhos...

Ela subia e descia... cada vez mais rápido... gemendo alto...

Ele tomou a iniciativa, deixando sua fêmea de quatro...

Ela empinou o bumbum...

Ele empurrou sua lança de carne na bucetinha dela...

Ela gritou com a primeira estocada...

Ele segurou firme suas ancas e continuou...

E continuou...

E continuou...

Até que seu gozo inundou a xaninha dela...

E ambos, exaustos, relaxaram na tina de água quente...

Meia hora depois, ele se levantou, vestiu sua armadura e se foi, da mesma forma que chegou, sem sequer dizer uma única palavra...

Obviamente, deixou uma bolsa com 250 moedas de ouro...

Consuelo não é messalina...

Desde a morte de seu marido, jamais havia tocado outro homem...

Mas, afinal de contas, quem recusaria uma generosa doação?

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