Commedia Dell'Arte - Primeiro Ato
Redruth,
04 de Janeiro de 1.122 d.C.
Uma noite
escura, com nuvens pesadas trazendo outra nevasca, escondendo a lua cheia sob o
céu da velha Ilha da Bretanha...
No coração da
floresta de pinos, o silêncio sepulcral é quebrado por um distante uivo de lobo
selvagem; e pelo galope acelerado de um alazão negro, trazendo um cavaleiro
apressado, envolto em pele de urso e brandindo sua espada brilhante, cavalgando
como se a própria morte estivesse em seu encalço...
Talvez ela
esteja...
Ao longe é
possível avistar as imponentes torres góticas da Cathedral de Saint Michell,
que anunciam ao cavaleiro a proximidade da capital do Reino de Devon...
Foram duas
horas de cavalgada desde sua partida do Castelo da Ordem Sagrada Fleur d’ Liz.
Normalmente a distância levaria pouco mais de uma hora, mas com a neve
acumulada na trilha principal, a viagem noturna do cavaleiro levou um tempo a
mais que o normal...
Ele está
preocupado... Pode ser tarde demais...
O imponente
cavalo de guerra avança pelas ruas de pedra bruta, entre casas simples e
mansões imponentes... Já passa da meia-noite e, por isso, não existe nenhum
morador a saudá-lo.
A cidade
dorme tranqüila...
O cavaleiro
se aproxima da Cathedral, fazendo uma oração silenciosa, mas seu destino é
outro...
Duas quadras
dali, ele vê a rústica construção de dois andares, em estilo enxaimel, com
fumaça saindo da chaminé e as luzes do andar inferior ainda acessas...
O cavaleiro
sorri pela primeira vez na noite...
Ele desce do
lombo do animal, amarrando-o na pilastra de madeira, e caminha lentamente sobre
a neve (que está na altura de seu joelho), até a porta de madeira encimada por
uma placa rústica onde lia-se “Taverna Macário”.
O cavaleiro
deixa sua pesada pele de urso no vestíbulo, aos cuidados de uma linda jovem,
mas não abandona sua preciosa espada...
Normalmente
não são permitidas armas naquele estabelecimento – mas a proprietária sabe que
um Cavaleiro da Ordem jamais se separa de suas espadas especialmente forjadas
em defesa da fé cristã...
Pantaleón não
é especialmente alto ou forte com outros cavaleiros, mas sua inteligência fora
suficiente para ascender ao posto de líder dos Cavaleiros Púrpuras. Seus
cabelos curtos são loiros, assim como sua barba dourada, em contraste com sua
pele avermelhada. Mas é a sua postura leonina que o diferencia dos demais...
Age e pensa como um leão, indomável e selvagem, por vezes arrogante, mas na
verdade ele SABE que é melhor que seus oponentes! As donzelas suspiram por ele,
que mesmo casado com Lady Penélope, não consegue evitar entregar-se aos
prazeres da luxúria...
Era
justamente isto que lhe motivou a cruzar a floresta na calada da madrugada...
No salão
principal da taverna, poucos homens continuam bebendo e fartando-se com os
assados servidos pelas lindas donzelas (enquanto suas parcas reservas são
lentamente subtraídas de seus bolsos...). O cheiro da cerveja e dos assados
impregna-se no ar, misturado com o perfume barato das messalinas, com suas
roupas sumárias, exibindo-se para milicianos, clérigos, lenhadores, nobres e
pastores rústicos...
Mas só havia
uma razão para ele estar ali...
Consuelo...
A jovem de
trinta anos, cabelos dourados curtos, feições delicadas e sorriso encantador,
de lábios vermelho-sangue e olhos felinos, que herdou a Taverna de seu falecido
marido – envenenado em circunstâncias ainda não esclarecidas...
Muito jovem
para viver enlutada, a bela tratou de continuar o “negócio” de seu marido –
mantendo a melhor cerveja, os melhores assados e as garotas mais lindas da
cidade, a disposição de todo aquele que pudesse pagar o preço justo, é claro!
Nesta noite,
ela estava usando um longo vestido vermelho e preto, bordado com pedras
preciosas, extremamente decotado (o que valorizava seus lindos seios) e
relativamente curto (na altura de seu joelho – um escândalo em eras medievais),
revelando seu pezinho desnudo, com correntes de ouro nos tornozelos...
Ela não pode
esconder seu sorriso ao ver o principal Cavaleiro da Ordem Sagrada de novo em
seu estabelecimento...
Não foi
preciso dizer nada...
O casal subiu
as escadas de madeira e se dirigiu a um dos quartos “principais”, com uma cama
de feno no centro, duas tochas nas paredes, uma lareira acesa e uma tina de
madeira com água quente, emanando seu vapor sobre o quarto.
Eles
entraram...
Ela trancou a
porta...
Ele
finalmente deixou a sua espada apoiada em cima da lareira...
Ela ajudou a
tirar as placas de metal de sua pesada armadura...
Ele ajudou a
soltar o vestido e o espartilho negro...
Ela arranhou
o peito peludo dele...
Ele mordeu
com volúpia o pescocinho dela...
Ela abaixou
as ceroulas dele, libertando o pau duríssimo...
Ele levantou
as anáguas dela, dedilhando seu sexo já molhado...
Ela jogou o
cavaleiro sobre a cama e o cavalgou...
Ele gemeu...
baixinho... enquanto apertava-lhe os seios rosadinhos...
Ela subia e
descia... cada vez mais rápido... gemendo alto...
Ele tomou a
iniciativa, deixando sua fêmea de quatro...
Ela empinou o
bumbum...
Ele empurrou
sua lança de carne na bucetinha dela...
Ela gritou
com a primeira estocada...
Ele segurou
firme suas ancas e continuou...
E
continuou...
E
continuou...
Até que seu
gozo inundou a xaninha dela...
E ambos,
exaustos, relaxaram na tina de água quente...
Meia hora
depois, ele se levantou, vestiu sua armadura e se foi, da mesma forma que
chegou, sem sequer dizer uma única palavra...
Obviamente,
deixou uma bolsa com 250 moedas de ouro...
Consuelo não
é messalina...
Desde a morte
de seu marido, jamais havia tocado outro homem...
Mas, afinal
de contas, quem recusaria uma generosa doação?

