sexta-feira, 15 de junho de 2012
Adeus, Velho Mundo!
Bebi de você sedento, e deixei pensamentos leves ecoarem
pelo quarto vazio... Tudo era bom demais para ser verdade, mas os poemas eram
livres: copiaram tuas asas coloridas e fugiram do meu controle!
Farfalhavam pelos cantos, repetindo versos ao acaso, dando
forma ao teu gosto e som ao teu suave toque... Acabaram por infestar a cama, de
libertinagens corriqueiras – daquelas mãos bobas, de puxar o meu cabelo e
morder o teu pescoço...
Já desisti de ser o que queria, e nem por isso deixo de
sorrir, pois são tuas palavras cruas que embelezam meu caminho de volta...
Faço o que bem quiser delas, pois foram destinadas a mim –
balas perdidas perfurando carne, deixando buracos ao alento!
Bastaria então um sorriso teu, para que a poesia me ordene.
Um suicídio de versos vesgos, prontos para pousarem em ti...
Porém, como não sorriste, vou-me embora prá Pasárgada... Lá,
do outro lado do Atlântico, sou amiga da Rainha! Lá tenho o homem ou mulher que
quero... na cama minha!
Adeus, Portugal...


2 comentários:
Pois volte para Pasárgada, cara mia! Este é um reino triste sem a tua ilustre presença, irradiando beleza pelas areias cariocas!
15 de junho de 2012 às 18:24Obrigada, meu lindo! Estou com muitas saudades tuas, viu? E parabéns pela criatividade intensa! Quem sabe não rola outro chopp geladinho em Copacabana, na companhia de Consuelita também? rsrsrs... Beijinhos!!!
19 de junho de 2012 às 18:19Postar um comentário