terça-feira, 22 de maio de 2012

Um cara que adoro, Camões, me identifico horrores.

Sabe-se que Luiz Vaz de Camões era um cara assim, da pá virada! Doidão mesmo! mas era guerreiro... não fugia a luta! 


Nem que perdesse o olho, ou a vida! Tava sempre lá...pronto pra lida... Pois como tenho tais defeitos, sempre procuro encontrar espelhos, em grandes homens com grandes feitos, e por isso meus profundos sentimentos de admiração pelo poeta doidão que lhe escrevo! Sobre Camões, contam suas biografias que: "Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boémia e turbulentaDiz-se que, por conta de um amor frustrado, se autoexilou em África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas."


Na leitura do texto acima, sobre ferir um Servo do Paço, não contam as "boas bibliografias" que Camões, dentro de uma taberna, e após vários drink's, e muitos charutos, feriu o servo que se aproveitava de uma dessas "damas da vida", e foi preso! Camões, sempre mal visto, sempre mal quisto, por ser louco de princípios, após este episódio em que foi preso, escreveu um soneto que é o meu preferido, e que este sei de cor e salteado: 


AOS DESCONCERTOS DO MUNDO

Ao desconcerto do Mundo”

Os bons vi sempre passar no 
Mundo grandes tormentos;
e pera mais me espantar,
os maus vi sempre nadarem mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assimo bem tão mal ordenado,
fui mau, mas fui castigado:
assim que, só pera mim,
anda o Mundo concertado."

Após este episódio, a corte Portuguesa ofereceu a Camões uma forma de se redimir, e sair da prisão que lhe era pra toda a vida, desde que fosse as Indias e escrevesse tudo o que vira! Foi por isto que escreveu "os Lusíadas" e retornou a Portugal como herói, foi anistiado e recebeu até aposentadoria, mas sempre, vivendo de melancolia, escreveu mais um soneto, para minha alegria:


O AUTOBIOGRAFISMO

Erros meus, má fortuna, amor ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
em minha perdição se conjuraram;
os erros e a fortuna sobejaram,
que para mim bastava o amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presentea grande dor
 das cousas que passaram,
que as magoadas iras me ensinarama
 não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
dei causa a que a Fortuna castigasseas
 minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse que fartasseeste 
meu duro gênio de vinganças!"

Não é o máximo!? 

1 comentários:

Anônimo disse...

Contam-se muitas histórias e lendas sobre a vida de Luís Vaz de Camões, autor do ex-libris da literatura lusófona. Falo, evidentemente d´ Os Lusíadas...

Diz-se que Camões terá perdido o olho numa guerra...

É natural que lhe tenham furado o olho no campo de batalha. Afinal, a guerra é uma coisa terrível e a solidão por vezes prega partidas aos homens, não é, Ang Lee?

Também se afirma que morreu em 1580, no mesmo dia em que Filipe II reclamou o trono de Portugal...

Porém, a maior lenda sobre Camões refere-se à FORMA como preservou sua obra-prima!

Aparentemente, Camões viajava num barco que naufragou, e teve que nadar até à costa com o braço direito, enquanto segurava bem alto, com a mão esquerda a única cópia que tinha do manuscrito d´Os Lusíadas! hahahahaha!!!

Oras: Camões deveria ter um físico sobre-humano, além de ser exímio nadador!

Data máxima vênia, Consuelo, ele deve é ter enrolado o manuscrito e enfiado no olho..., à la relógio do Pulp Fiction! rsrsrs

Pelo menos, uma coisa se prova: Camões era um desleixado de primeira! Não é possível que não tenha feito nenhuma cópia de segurança!

Tá certo que o Windows 1572 não deveria ser tão evoluído como os que temos hoje, mas pelo menos um bkpzinho deveria dar para fazer!

Em última análise, se o navio não tivesse naufragado, seriam Os Lusíadas assim tão trágico?

É que fazem de Camões um grande poeta épico, quando para mim (e agora falando a sério), tem muito mais valor como poeta lírico.

É que se formos ver, aquilo tem umas semelhanças muito grandes com a Ilíada de Homero!

Não quer dizer que eu esteja transformando o grande poeta português a um plagiador de meia-tigela!

Mas esperava-se mais do rei!

Beijinhos!

24 de maio de 2012 às 20:01

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