terça-feira, 22 de maio de 2012
A Flor de Lótus
Rodrigo sacou seu celular do bolso e olhou o relógio: eram 22:19...
Uma assustadora tempestade tropical lavava as ruas da cidade. Relâmpagos cortavam os céus e trovões ecoavam por toda parte.
Ele voltava da faculdade, ouvindo o jogo do seu time, dentro de seu Gol branco, que papai havia lhe dado, tão logo completou seus 18 aninhos...
Os faróis dos veículos, revelando a chuva inclinada e prateada, aguardavam a abertura do semáforo...
Vermelho... amarelo... verde...
Uma aquarela urbana em meio às ruas estreitas do centro...
Enquanto aguardavam, não foram poucos os motoristas que lançavam seus olhares maliciosos em direção às calçadas. Lá, encolhidos embaixo do letreiro em neon de uma boate, havia cerca de seis adolescentes seminus, garotas e garotos, mostrando seus corpos, como se fossem mercadorias expostas na vitrine...
Rodrigo espera nunca ser tão patético quanto aqueles motoristas, com seus olhares abobalhados e dinheiro suado pronto para custear esta indústria do sexo!
Observando melhor aqueles adolescentes, percebe-se toda a dor, medo e desespero, entorpecidos pelas drogas (que também os ajudam a esquecer as histórias de horror que correm por aí...). Os jornais são pródigos em revelar tais tragédias: como o caso de uma garota de programa encontrada sem vida num beco atrás do Fórum ou um garoto castrado a sangue-frio...
Isto sem falar que sempre têm alguém de 10... 12... 15 anos... descobrindo ser soropositivo!
Duas quadras à frente, uma mulher solitária, segurando um guarda-chuva verde limão, sorri para Rodrigo. O estudante, distraído em seus pensamentos, deu-lhe boa noite. Ela retribuiu com um sorriso encantador...
Ela era baixinha, com seus 1,60, pele clarinha, um pouco acima de seu peso ideal, com algumas "dobrinhas" e "pneus" brotando por seu minúsculo short jeans e por sua blusa vermelha muito decotada. Tinha um lindo par de seios, fartos e rijos, que provavelmente nunca foram contidos por um soutien...
Ruiva, de longas madeixas cor de fogo, que combinavam com suas sardas na bochecha rechonchuda... E o que falar daqueles olhos esmeraldinos, profundos e hipnóticos, valorizados pela maquiagem pesada...
Para completar o fetiche, vestia um par de botas pretas, com seus canos altíssimos, quase cobrindo-lhe os joelhos, e uma meia-calça arrastão também escura, apertando-lhe as coxas roliças...
Com a tempestade, as calçadas estavam praticamente desertas - com exceção daqueles garotos do outro lado da rua, de algumas prostitutas marcando seu "ponto" nas esquinas... e daquela garota simpática, que pelas roupas e por seu rebolado, certamente trabalhava na noite...
Rodrigo não conseguia tirar os olhos da menina... que ria, como uma menina sapeca!
O semáforo abriu... mas ele não engatou a primeira marcha...
Em sua cabeça, passou o filme do "EU DEVERIA"...
* EU DEVERIA ir para casa, pois amanhã cedo tenho que ir trabalhar;
* EU DEVERIA ir embora, ligar para minha linda namorada;
* EU DEVERIA parar de olhar para aquela puta ruiva...
Mas é claro que ele não fez nada disso...
Ele estacionou o carro, um pouco a frente, e abaixou o vidro...
- Oi, lindo...
Era a primeira vez dele com uma "camélia", e não sabia bem qual o roteiro a ser seguido...
- Oi, moça... eu estava te olhando...encantado...
Ela ria do menino tímido... e aproveitou para debruçar-se sobre a janela... praticamente exibindo seus seios fartos e o seu perfume barato...
- Obrigada... você também é uma graça... Não quer um programinha?
- Hummmm... e quanto vale...o seu show?
Ela gargalhava... "Quanto vale o show?"
- Então, gatinho... como nunca te vi por aqui antes... vou fazer por R$ 50,00, ok?
Ele respirou fundo... na verdade, Rodrigo tinha este dinheiro na carteira, pois na manhã seguinte, iria comprar um novo livro para a faculdade. Mas... putaquipariu... era muito barato o paraíso!
- Eu aceito... entra!
Ela sorriu... fechou o seu guarda-chuvas, abriu a porta do carro e entrou...
Com seus cabelos ruivos molhados e a blusa colada no corpo, ela estava ainda mais incrível...
- Bem... qual o seu nome?
- Sou Amanda... prazer! E o seu?
- Rodrigo... você trabalha... er... ali... faz tempo?
- Não, Rô... cheguei na cidade a duas semanas...
Ela colocou as mãos sobre suas coxas... e ele sentiu seus pêlos se arrepiarem...
- Sua namorada é bonita?
"Como diabos ela sabia da minha namorada?"
Ele olhou assustado para ela, que ria e apontava para a aliança de prata que reluzia em sua mão direita...
- Ah... ela é sim...
- E por que você está saindo comigo então?
Ele ficou sério... com o olhar triste por alguns segundos... até mesmo envergonhado!
- Ah... por que você é linda...
Ela sorriu, tímida... agradecendo...
- Vocês, meninos, são todos iguais!
Ele dirigiu até o parque municipal, onde estacionou o carro embaixo de uma árvore e ficou olhando para ela.
Ela tomou a iniciativa, sacando sua blusa e abrindo os botões do minúsculo short, revelando uma calcinha amarela transparente, que nada protegia sua xaninha lisinha...
Ele, já de pau duro, abaixou a sua calça jeans, ficando de cuecas...
Ela abaixou o banco do motorista e sentenciou: VEM!
Ele foi...
Com a fome de um beduíno que atravessou o deserto...
Com a força de uma perfuratriz de petróleo em águas profundas...
Com o desejo que sentimos da própria prima, na noite de natal, quando a família já foi dormir e a bela está parcialmente descoberta, revelando a polpa da bundinha...
Apesar do espaço diminuto do veículo popular, a ruiva mostrou-se elástica como uma ginasta chinesa!
E bocas, mãos, pés, pau, língua, buceta, orelhas, cabelos, dentes, cuzinho... tudo foi usado nesta "guerra"!
A noite terminou do mesmo modo que começou...
45 minutos depois...
Em uma esquina mal iluminada do centro...
Com a ruiva, duplamente satisfeita, aguardando o próximo cliente...
E o Rodrigo apoplexo, olhando de longe o sorriso de sua bela flor de lótus!


1 comentários:
Fantástico! que prima heim! rs
22 de maio de 2012 às 19:10Postar um comentário