terça-feira, 22 de maio de 2012
Soneto da Despedida de um amor sem fruto, numa sociedade desvirtuada. ( A quatro mãos- Consuelo e Alvares, num Dueto Alucinado)
Foi num domingo de céu azul,
que meu peito quente...
se despede desta sina...
deste amor carente...
Nesta subversão de valores
já não sei mais o que é certo...
já não sinto mais...
meu peito quente...
Pois pressinto...
a sina deste amor ausente...
Já não sei mais o que é certo...
Se a futilidade auto-impingida...
De pagar uma cerveja à
uma grávida sem vida,
ou trazer uma lâmpada de idéias...
à uma garota idealista?
Me deixei levar pelas notícias
De ciúmes, de vaidades...
Não bate mais neste peito...
Nem sequer mais verdades...
Mas tenho certeza que
de tudo nesta vida...
Sei que de certa forma levo...
Algumas feridas...
De alguém que aos trancos e barrancos...
Me amou, me aceitou, me esperou...
me admira!
"Adeus, meu amor,
eu pranteio e morro...
já não bate neste peito
nem sequer um punhado de murchas flores...
mas que ouso ainda, murmurar teu nome!....
Se tu és moça e tens um peito amigo,
Não me deixes assim dormir solteiro,
À meia-noite vem ceiar comigo"


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