segunda-feira, 21 de maio de 2012
Quem és tú, minha musa Consuelo?
Por que és tão bela, ó pálida Consuelo?
Por que és tão bela assim nas noites minhas,
E as ondas do teu lânguido cabelo
M’embriagam de perfume e as puras linhas
Das faces, do teu colo voluptuoso
O coração afogam-me de gozo?
[...]
Mulher! e quem não te sonhara um dia
No mórbido palor das faces tuas,
Dos olhos nesse fogo que inebria,
As formas alvas, transparentes, nuas,
E esse teu colo em palpitar desfeito,
Os véus macios a tremer do leito?
(Fragmentos de “O poema do frade”, por Álvares de Azevedo)

0 comentários:
Postar um comentário